Crítica de pai


Quando meu pai vem me criticar e eu debato dizendo "pai, tem tanta filha pior do que eu por ai, drogada, fazendo a putaria...". E ele sempre me vem com "eu não quero saber das outras garotas, quero saber de você, não existe comparação". Eu lembro quando eu costumava escutar essas palavras dele e não me conformava e continuava pensando que ele devia dar mais valor a filha que tem. Eu continuo me comparando a outras meninas por aí e ele continua me respondendo da mesma forma, a diferença é que agora, mesmo eu insistindo e repetindo sempre a mesma ladainha, eu compreendo o que ele quer dizer com "minha filha é você e é isso que me interessa". O tempo passa e a gente compreende muita coisa que não fazia muito sentido na adolescência. Eu sei que eu não era a unica, nem fui a unica a me revoltar pelas repreensões do meu pai e usar outras garotas piores do que eu como comparação, pra ver se ele me dava valor. A questão é que, ele tem razão. Eu percebi, depois de adulta, que ele sempre quis o melhor pra mim. Aprendi que papel de pai é não aceitar os filhos como eles são. Não sou muito estudiosa, minhas notas não são muito boas e eu sou muito preguiçosa. Passava muito tempo no computador e quase não estudava. E ainda tinha a ousadia de achar que meu pai devia me valorizar por não estar saindo todo fim de semana, bebendo, ficando com uns e outros, me drogando, mentindo, etc etc. Eu sei que muita gente pensa assim "eu tô em casa, não faço nada de errado e só recebo críticas dos meus pais". Pois pra quem pensa assim, eu digo: SORTE A SUA! Sorte a sua ter um pai e uma mãe que prestam atenção em você o suficiente pra te criticar por passar horas no computador. Nem todo mundo tem essa sorte. Tem pai e mãe que deixam os filhos fazerem o que quiserem. E provavelmente muito desses filhos, que estão fazendo a putaria mundo a fora, que talvez você até inveje pela suposta liberdade que eles possuem... Esses filhos, têm inveja de você, por ter pais que brigam, que criticam, que proíbem.

Hoje em dia eu sei que meu pai, mesmo não sabendo demonstrar, sabe que eu sou uma boa filha e que ele tem sorte. "Estude, porque eu não vou viver pra sempre", "Já arranjou um estágio? Vá atrás", "Esse dinheiro que eu te dou todo mês é só pro básico, se quiser luxúria vá trabalhar". Essas são apenas algumas das frases que eu mais escuto meu pai dizer. Não é errado um pai querer que sua filha se dê bem na vida, né? Tem pai que dá tudo aos filhos, que não sabe dizer não... Bom, eu prefiro o meu, que vive dizendo "não". E, devo acrescentar, que talvez diferente de muitos pais por ai, o meu tem condições de me mimar, de dar tudo que eu quero. Mas ele faz isso? Não. Ele não faz, porque ele quer que eu saiba viver sem ele. Mas ele me dá tudo que eu realmente preciso. Alimento, paga meus estudos, carro, dinheiro da gasolina (e sim, pode parecer um pouco que ele tá me mimando, mas não. Cada um com a sua condição financeira, eu não preciso viver como alguém de classe baixa, uma vez que meu pai tem condições) e acabou. Roupas? Dinheiro pras minhas saídas? Sapatos novos? Celular de ultima geração? Computador bom? Risos eternos. Meu celular é pior do que o de todas as minhas amigas e amigos. Roupa eu só costumo comprar uma vez no ano, quando tá tudo de promoção. Sapatos... Eu tenho poucos. Os dois computadores que eu tenho, eu comprei com o meu dinheiro, ele não me deu um centavo. E as minhas saídas, só Deus sabe como eu faço pra lanchar na faculdade todo dia e ainda fazer sobrar dinheiro pro fim de semana, pois teoricamente, minha mesada só daria pra lanchar na faculdade.

Eu espero que tenha dado pra entender meu recado. Filhos costumam ser ingratos, principalmente na adolescência. Não se compare aos outros. Você provavelmente é melhor do que muitos por aí, mas seu pai e sua mãe sabem que você pode ser ainda melhor. Eles não têm nenhum interesse em saber que a filha de sicrano se droga e você está apenas em casa, em frente ao computador, bebendo coca-cola. Eles não querem saber se têm sorte. Não é sorte que eles têm. Seus pais apenas te criaram bem o suficiente e você captou bem os ensinamentos deles pra saber o que é certo e errado nessa vida. Pra saber dizer não às drogas e à tudo que é de ruim.

The Woman Who Still Wants to Marry


Sim, eu estava sumida. E peço desculpas, mas além da preguiça que sempre está comigo, é impressionante como eu acabo tendo menos tempo pra postar no blog nas férias do que em época de aula. Estou devendo uma resenha de "The Woman Who Still Wants to Marry", então é isso que eu vim fazer nesse post.

A história conta a vida de três mulheres com mais de 30 anos, solteiras e bem focadas em suas carreiras profissionais. Uma delas está muito feliz sendo solteira e nem sonha em casar. As outras duas se incomodam com o fato de não terem casado. 

Confesso que comecei a assistir por conta de ter o Kim Bum no elenco. Mas também confesso que continuei a assistir pela história em si. De todos os doramas assistidos por mim até o momento, "The Woman Who Still Wants to Marry" foi o que eu mais me identifiquei. Pode parecer estranho, levando em conta que eu só tenho 21 anos, mas não é. Eu meio que me identifiquei pelo fato de que, aos 21 anos, eu nunca tive um namorado. Sempre achei muito trabalhoso e cansativo estar em um relacionamento. Eu até quero um namorado, mas é nesse momento que eu me identifico muito com a Jung Da Jung, que encontrava defeitos em todos os homens que Kim Boo Ki lhe apresentava. Eu tento ao máximo não ser exigente, mas acabo sempre me incomodando com detalhes mínimos e tudo perde o encanto, que nem acontecia com a Jung Da Jung. E ela não foi a unica com a qual eu me identifiquei. Me identifiquei com as três amigas.

A protagonista era a Lee Shin Young, jornalista, tentando ao máximo ser bem sucedida e no decorrer da história, começou a ter uma ajudinha do Ha Min Jae (Kim Bum). O problema no relacionamento deles, era a diferença de idade. Mas os dois ficavam lindos juntos! Eu me identificava com a Shin Young por causa da indecisão dela. Ela não sabia se desistia de uma vez de querer casar e focava na carreira ou se continuava focando na carreira e continuava procurando o par ideal. 

E a terceira amiga, Kim Boo Ki, a mais sensata de todas, eu me identificava porque ela era o tipo de mulher que eu quero ser nos meus 30 anos. Bem sucedida, que não precisa de homem pra nada, linda, estilosa e poderosa. Tá certo que pra eu me identificar com as três amigas, significa que eu sou meio controvérsia... E sou mesmo, sou complicada, sou confusa, ainda não sei direito o que quero da vida, mas lembrando que eu só tenho 21 anos. 

Embora o romance principal fosse a Lee Shin Young e o Ha Min Jae, eu me peguei mais envolvida, mais cativada por outro casal, que a mulher nem é uma das protagonistas... Yoon Sang Woo e Choi Sang Mi. No começo, eu achava que ia odiar o Sang Woo, pensava que ele ia ser o tipo de homem retardado que fica correndo atrás da ex namorada (Shin Young). Mas ele me surpreendeu. Quando ele conheceu a Sang Mi, eu vi que ele tinha atitude de homem. Pegou ela de jeito haha Como raras vezes nós vemos em dorama... Sexo e traição. Conseguiram deixar a cena a coisa mais fofa e picante ao mesmo tempo. Eu ficava torcendo por eles mais do que por qualquer outro casal do drama. Kim Bum que me perdoe, mas Lee Pil Mo roubou a cena no dorama, gostei mais dele. 

"The Woman Who Still Wants to Marry" foi um dos doramas mais gostosos de assistir e eu nem dava nada por ele. Pretendia assistir apenas pra olhar pra carinha linda do Kim Bum. Engraçado, fofo e dramático. Conseguiu ter todos os elementos principais em um dorama. Recomendo demais! 

City Hunter



Há muito tempo eu quero escrever a resenha de City Hunter, dar minha opinião sobre esse dorama onde meu lindo Lee Min Ho estava totalmente morto de perfeito. Claro que, embora a sinopse tenha parecido interessante, eu só comecei a assistir por conta do Min Ho.

A história do City Hunter já é bem conhecida. Tem filme com o meu amado Jackie Chan, tem mangá, anime e sabe Deus o que mais... Acredito que as histórias se diferem um pouco umas das outras, mas a essência é a mesma. Um cara em busca de justiça, acaba ficando conhecido como "City Hunter" por não mostrar seu rosto.

Sinopse breve: Alto e bonito, um mulherengo completo que não sabe o que fazer na frente de uma bela mulher, mas em segredo, ele é também um herói que salva os cidadãos cansados e feridos da vida e da dura cidade. Em resolução destes casos, ele mesmo pouco a pouco começa a curar as suas feridas emocionais, e compreender mais a fundo sobre o amor e a família.

Nem sei direito por onde começar a explicar a essência da história... Dois homens, melhores amigos, trabalhavam para o governo sul coreano. Lee Jin Pyo e Park Moo Yul. Moo Yul tinha acabado de se tornar pai, quando ele, seu melhor amigo e outros homens são convocados a irem para a coreia do norte em uma missão secreta. No entanto, os cinco políticos que haviam se encarregado dessa operação, por um tal motivo, mandam outros homens para matar os que estavam lá cumprindo a missão secreta. O único que sobrevive é o Jin Pyo, que volta para a coreia do sul e rouba o filho de Moo Yul dos "braços" da mãe. Nisso, ele passa a criar o menino como se fosse seu, na Tailândia. Após alguns acontecimentos e muitos anos, Jin Pyo conta para Poo Chai/Lee Yoon Sung/John Lee (sim, Lee Min Ho têm três nomes nesse dorama) toda a tragédia que aconteceu, conta sobre seu verdadeiro pai e como ele morreu injustamente. Jin Pyo diz que quer vingança, que quer matar todos os cinco políticos, embora ele não saiba quem são todos os cinco. Nisso, Yoon Sung (chamarei o personagem do Min Ho assim, pois foi o nome que mais foi usado) diz que pretende se vingar, mas sua vingança não envolve mortes. Ele apenas busca justiça. No entanto, seu pai adotivo quer que essa vingança seja com a morte dos cinco políticos.

Após sete anos estudando no MIT nos Estados Unidos, Yoon Sung retorna à Coreia para iniciar sua vingança e assim a história vai se desenvolvendo.

Há muitos personagens interessantes em City Hunter. E há muita ação, o que não deixa o dorama chato hora nenhuma. Pelo menos eu não lembro de ter achado chato em momento algum. Tem dose de comédia, suspense, romance, drama e ação. E acredito que tudo veio na dose certa. Tanto é que na época em que eu assisti, fiquei deslumbrada de tanto que amei o City Hunter. Qualquer dia irei assistir "IRIS' que me parece ser no mesmo estilo e talvez ainda melhor. 

Na Coreia, Yoon Sung consegue um emprego na Casa Azul (espécie de Casa Branca da Coreia). Kim Na Na, que acaba se tornando seu par romântico no drama, também trabalha lá, como guarda-costas.

Enfim, não quero revelar mais nada sobre o inicio da história. Vou focar agora nos personagens.

Lee Yoon Sung era a perfeição de homem. Um dos personagens masculinos que eu mais gostei. Adoro essa coisa de justiceiro em qualquer coisa que assisto. Ele era mulherengo, saia com mulheres que saiam com políticos para descobrir os podres dos políticos que ele pretendia se vingar. No entanto, ele era um cara bastante sério e focado no seu objetivo. Mas no fundo, não desejava o mal de ninguém, queria apenas que o país fizesse justiça com os caras que mataram seu pai e outros homens anos atrás. E ele tentava fazer justiça do jeito certo, sem usar armas, apenas na luta, na força física. E eu achava o máximo ele entregando os políticos como se fossem uma encomenda ao promotor Kim.

Aliás, um dos personagens secundários que eu mais amei dentre todos os doramas que eu já assisti, foi o promotor Kim. Ele também era um justiceiro, mas não usava de métodos fora da lei para conseguir provas para fazer justiça, como o Yoon Sung. Por conta disso, o promotor acaba começando uma enorme empreitada para capturar o "City Hunter", que ele depois de um tempo começou a desconfiar ser o Yoon Sung, mas não tinha como provar. E eu adorei essa caçada, adorava o fato do Yoon Sung entender a posição do promotor, adorava tudo neles dois. Eu ficava torcendo pro promotor Kim se acertar com a ex-mulher. Ela acabou sendo de grande ajuda para o Yoon Sung, ajudava ele quando ele se feria e não o julgava.

O que falar da Kim Na Na? Na época em que assisti, ela tinha se tornado uma das mocinhas que eu mais amei. Adorei a personalidade dela. Ela conseguia ser fofa, linda, se vestia bem, era corajosa e sabia lutar. Sempre gosto de personagens mulheres independentes. Raramente gosto de personagens femininos frágeis e inocentes. A atriz é uma das mais bonitas que eu já vi até hoje em doramas. Não me admira que ela e o Min Ho namoraram na vida real. Mas ainda bem que eles terminaram, porque agora o caminho está livre para mim! haha. Kim Na Na tem toda uma história, seu pai vivia em coma no hospital (o que pra mim, essa questão foi mal trabalhada no decorrer do drama, pois no começo ela sofria por isso e depois ela nem falava mais), sua mãe havia morrido e com o tempo, a gente descobre algumas coisas interligadas com a história e com o acidente de seus pais.

Um dos personagens mais cativantes da história, foi o Bae Man Deok, ou Ahjussi, que era como o Yoon Sung o chamava. A vida desse homem era fazer compras pela televisão e ser a mãe que o Yoon Sung não teve (embora ele tenha tido uma "mãe" na Tailandia). Ele estava sempre disposto a ajudar o Yoon Sung, estava sempre preocupado com ele, cuidava dele, etc. Ele era muito cativante.

Dos cinco políticos, eu prefiro não falar nada. Apenas digo que eu era apaixonada pelo presidente da Coreia. Mas da filha do presidente, a maioria das pessoas ficaram apaixonadas por ela. De fato, ela foi responsável por momentos engraçados no drama, no entanto, acho que ela não teve um destaque tão grande como deveria ter tido, já que tantas pessoas gostaram dela. Pra mim, como ela não teve tanto destaque, ela não foi tão relevante assim. Mas gostei dela, as cenas em que ela aparecia eram sempre boas. É uma atriz carismática.

Por último, quero falar do Jin Pyo, o grande vilão da história. Talvez eu devesse usar uma aspas no "vilão", porque, pensando bem, o cara foi traído pelo próprio país! Viu seus companheiros e melhor amigo morrerem diante dos seus olhos por uma enorme injustiça. Aquele sentimento de justiça, de querer matar os cinco políticos, eu achava até normal (o sentimento, não aprovo a atitude de matar). Era fácil pro Yoon Sung não querer matar, pois não foi ele que vivenciou o massacre. Mas quando a gente viveu uma cena traumática dessa natureza e desejamos vingança, é óbvio que a gente quer 'olho por olho, dente por dente'. Eu odiava o Jin Pyo várias e várias vezes, mas eu também tinha pena, eu também conseguia entender um pouquinho aquela mente louca dele. Ele é um dos vilões mais odiosos e mais amados por mim. Sem contar que eu achei o ator lindo hihi Ôh velho lindo!

No mais, City Hunter é cheio de tramas e histórias entrelaçadas. Todo episódio termina em algum momento crítico e você precisa desesperadamente assistir ao próximo. Se você não gosta de doramas no estilo ação, assista pelo romance. Kim Na Na e Yoon Sung são fofos juntos. Nos episódios finais, o romance vai se perdendo um pouco, mas pra mim foi irrelevante. E se preparem pra chorar nos dois últimos episódios. Porque eu que sou muito difícil pra chorar e chorei... Então, preparem os lenços. Há quem diga que City Hunter pedia uma segunda temporada. Eu discordo, acho que terminou mesmo, não é necessário segunda temporada.



Lie To Me


Desde que eu comecei a assistir doramas (não faz muito tempo, julho de 2012), eu via em blogs "Lie To Me" para baixar, mas não me interessava muito, pois só queria saber do Jang Geun Suk. Mas depois que eu aboli meu preconceito de assistir doramas com outros atores sem ser o Suk, e eu resolvi assistir Coffee Prince, me apaixonei tanto pelo Gong Yoo quanto pela Yoon Eun Hye. Ela, por sua vez, acabou me cativando tanto que eu precisava ver mais doramas com ela. As outras atrizes nunca haviam me cativado de tal forma. Sendo assim, depois de ler criticas divergentes a respeito de Lie To Me, resolvi dar uma chance, resolvi ir pela cabeça de quem disse que tinha amado e que era um dos melhores doramas de todos. 

Resumidamente, Lie To Me conta a história de Gong Ah Jung, que para não se sentir tão por baixo na frente de uma amiga, acaba inventando uma mentira de que estava casada. E essa mentira acabou tomando proporções muito grandes, pois devido há alguns eventos, as pessoas começaram a desconfiar que ela estava casada com o diretor de um grande hotel, Hyun Ki Joon. 

Devo dizer que discordo de quem achou Lie To Me super hiper mega romântico. Até meados do final, o romance, pra mim, era um romance como em muitos dramas. Não tinha nenhuma dose exagerada de romantismo. No final, sim. No final, eu concordo que tinha amor e muitas cenas românticas à cima do nível. Mas não era algo ruim. Os dois últimos episódios me fizeram até chorar em algumas cenas e por mais açucarado que fosse o romance, eu achei ótimo. Porém, Lie To Me está longe, muito longe, de ser um dos meus doramas preferidos. Dentre os três que eu menos gostei, acho que esse foi o que eu menos gostei. Não sei dizer ao certo o motivo, mas o dorama simplesmente não me prendeu. Comecei a assistir "The woman who still wants to marry" quando estava acompanhando Lie To Me e TWWSWTM me agradou e continua me agradando muito mais. Tanto é que eu estava quase pensando em desistir de Lie To Me, mas não gosto de largar as coisas pela metade. 

Não é que o dorama seja ruim. Como eu disse, havia opiniões muito diferentes em blogs que eu li antes de decidir assistir ao drama. Uns amaram, outros nem por isso. No meu caso, eu fico com o "nem por isso". Claro que houveram cenas que fizeram valer a pena o dorama. Nos blogs por aí, costuma-se comentar mais sobre o "beijo coca-cola". Mas eu confesso que vibrei mil vezes mais com o "beijo karaokê/ice cream". Foi um dos beijos mais perfeitos que eu já vi em dorama. Tanto é que assisti mais de duas vezes essa cena. Aliás, um dos pontos fortes do dorama, foram os beijos. Eles beijavam com vontade, Ki Joon tinha pegada. 

E por falar em Ki Joon... Antes eu tinha receio de assistir, pois não achava ele lá essas coisas por foto... Mas a maioria dos atores coreanos eu não acho grande coisa por foto... O ator Kang Ji Hwan é muito bonito, mas eu não cheguei a me apaixonar por ele. Primeiro porquê a voz dele me incomodou muito no inicio. No final eu já estava até acostumada. Segundo porquê, embora ele ficasse charmoso até o ultimo fio de cabelo naqueles ternos ou em qualquer outra roupa que vestisse, existe alguma coisa no jeito dele que me incomoda. Eu acho que ele tem jeito de gay. Nada contra os gays, mas eu não me sinto atraída por homens mais afeminados. Com exceção do Jang Geun Suk, porque aquele homem, com aquela voz, com aquele rosto de bebê, com aquela altura, mesmo que pra mim ele tenha um enorme jeito de gay, ele ainda consegue ser sexy e me fazer sentir atraída por ele. Enfim, Ki Joon não me convencia como homem, embora ele tenha cara de homem macho. O ponto positivo dele, é que ele conseguiu me emocionar e me arrancar lágrimas. Mas claro que quem ganhou no quesito de que mais me fez chorar, foi a Ah Jung. Tirando esses detalhes a respeito do Ki Joon, eu realmente gostei do personagem. Homem decidido, como não se vê tantos por ai atualmente...

Yoon Eun Hye me mata com tanta fofura. Nem a acho muito bonita, mas ela tem tanto talento que me tira o fôlego. Comédia, drama, fofura... Ela poderia ganhar um troféu dessas coisas. No entanto, em Lie To Me, ela só pecou no quesito vestuário. Sei lá, simplesmente, a maioria das roupas que ela vestia, eu detestava. Mas tinha uma pequena minoria de conjuntos que ela vestia, que eu amava. Fora isso, não tenho nada a reclamar da personagem que ela interpretou. Eu adorava a Ah Jung. Gostava da personalidade dela. Era mocinha, mas não era besta, sabia o que queria e dizia e ia atrás. 

Dos personagens secundários, posso dizer que não detestei nenhum. Embora a Yoon Joon fosse uma das personagens mais sem graça que eu já vi. A tia do Ki Joon, tinha tudo pra ser uma vilã... Ela parecia uma boa pessoa no inicio e depois foi se revelando mais severa, mas não acho que ela tenha sido uma vilã. Não é que ela tivesse algo verdadeiramente contra a Ah Jung. O problema é que ela colocava o trabalho em primeiro lugar e queria que o sobrinho tivesse responsabilidade pelas suas ações, tanto é que quando o Ki Joon dizia que ia resolver os assuntos importantes, depois de ter estragado tudo, ela sempre dava chance. Ela pode ter dito coisas desagradáveis para a Ah Jung, mas vendo pelo lado dela, não acho que ela estivesse errada. É realmente uma grande responsabilidade estar ao lado de um homem importante como o Ki Joon. Acho que já deu pra perceber que eu sou defensora da tia dele, né? O irmão do Ki Joon, é que com o tempo, foi perdendo o destaque. E eu adorava a relação dele com a Ah Jung. 

Há quem tenha elogiado o dorama por ele não ter tido enrolação no romance. Por Ah Jung e Ki Joon terem assumido rápido que se amavam e que iam enfrentar o mundo se fosse preciso. E eu, que achava que também ia conseguir elogiar isso, pois detesto ladainha de dorama, acho que isso foi uma falha. Ou melhor, tinha tudo pra ser um ponto positivo, se eles tivessem conseguido trabalhar direito outras história dentro do dorama. A impressão que deu é que tudo girava em torno deles e eu senti falta de um casal secundário que eu me apaixonasse. Porque, pelo amor de Deus, a So Ran e o Jae Bum estão longe de ser um casal secundário pra fazer o público se apaixonar. Acho que faltou algo que fizesse com que eu quisesse assisti o próximo episódio. Faltou algo pra me deixar aflita. 

Outra coisa que se fala muito, é sobre a química dos atores principais. Tá certo que eles davam beijos de dar inveja, mas eu não senti nenhuma grande química ali. Não saltava da dela, como os casais de Faith ou Love Rain. Nos três últimos episódios de Lie To Me, foi onde eu senti mais química, mas nada que se compare aos doramas citados anteriormente. 

Ah, e um destaque especial para o secretário mais lindo e fofo de todos os doramas; Park Hoon. Lindo! Queria cuidar dele, queria ele pra mim. 

No mais, é isso. Assista Lie To Me, você pode ter uma opinião totalmente oposta à minha. Você pode amar loucamente. Eu amei loucamente algumas cenas.

Personal Taste


Até agora, o único dorama que eu assisti duas vezes. Nas noites na casa de praia, durante os últimos dias de 2012, quando eu, minhas irmãs e nossa amiga não tínhamos nada para fazer, resolvi convencê-las a assistir dorama comigo. Optei por apresentar-lhes Personal Taste. Por quê? Porque na minha opinião, para quem tem um certo preconceito com o lado oriental, não seria interessante começar a assistir uma novela dramática, nem nada muito colegial. Então decidi apresentar-lhes uma boa comédia romântica. O dorama onde eu mais dei risadas foi em Personal Taste, até agora, então nada melhor que fazê-las assistir a este dorama e re-assistir com elas. Confesso que além de ter dado mais risadas que da primeira vez, eu reparei em coisas que não havia reparado na primeira vez

O dorama conta a história de uma mulher, Park Gae In (Son Ye Jin), que se veste extremamente mal, descobre que o namorado vai casar com a sua melhor amiga e ainda tem uma divida enorme a pagar, graças a um amigo. No meio de tanta desgraça em sua vida, ela acaba conhecendo Jeon Jin Ho (Lee Min Ho) e por achar que ele é gay, acabam morando juntos, pois Jin Ho, por conta de uma competição no ramo em que trabalha, precisa entender e descobrir o que a casa de Park Gae In tem de tão especial para ganhar a tal competição.

E é em meio a tantas mentiras e desgraças que tudo acontece. Após assistir tudo de novo pela segunda vez, eu me tornei fã da atriz Son Ye Jin, que interpreta a Gae In. Ela é hilária! E ainda consegue ser boa no drama. Minha amiga chorou horrores cada vez que a Gae In derramava lágrimas. E nós rimos muito com as caras e bocas que ela fazia. Em meio a isso, eu ainda percebi o quanto amava a personalidade dela. Sim, ela era muito inocente e retardada no inicio, mas era uma boa pessoa. Conseguiu entrar para o top 5 das melhores protagonistas que eu já vi em doramas, mesmo ela tendo tudo para ser o tipo de protagonista que eu odeio. Mas não nego, aquela atriz tem carisma e é foda. 

Lee Min Ho, com um personagem totalmente diferente do Jun Pyo, conquistou ainda mais meu coração. Como ele estava LINDO em Personal Taste. Depois de olhar pela segunda vez, acho que foi o papel em que ele esteve mais perfeito, embora não seja sua melhor atuação, nem seu melhor personagem. É impressionante como ele tem química com mulheres mais velhas. A química que o Jin Ho e a Gae In tinham, saltava da tela! Na minha humilde opinião, ela e a Eun Soo de Faith, foram as que ele conseguiu ter mais química. 

A vilã era detestável, odiável e tudo de "ável". Como eu tinha abuso dela! Só não posso reclamar do estilo dela. Vilãs, pelo menos as que eu vi até agora, a maioria se veste bem e com a vilã de Personal Taste não foi diferente. O outro suposto vilão, que era rival do Jin Ho no ramo da arquitetura e que queria a Gae In de volta, eu acabei por gostar muito dele. Não consegui odiá-lo, só no começo. No final, eu queria apenas cuidar dele. 

O diretor Choi, com certeza é um dos meus personagens secundários favoritos dentre todos os doramas! Eu criei um carinho todo especial por ele. Que pessoa iluminada! Sério... Perfeito! 

Agora, da primeira vez em que eu assisti, quem mais me fez dar risada, foram os amigos do casal principal, Sang Joon e Young Sun. O que era aqueles dois juntos? O que era o Sang Joon se fingindo de gay? O que eram os conselhos da Young Sun? Eu ria muito sozinha da primeira vez. E ri da segunda também. Mas da segunda vez em que assisti, eu ria mais da Gae In. 
Se eu consegui fazer minhas irmãs e minha amiga preconceituosas rirem e se viciarem em Personal Taste, é porque, acreditem, é MUITO BOM! Risadas garantidas. Não só no quesito comédia, mas no quesito romance, Gae In e Jin Ho são dos meus casais favoritos. Sem contar que Personal Taste fala bem abertamente sobre relações homossexuais, sobre sexo, etc... Coisas que a gente não vê muito em doramas. Recomendo pra quem quer assistir seu primeiro dorama. E pra quem já ama doramas, mas nunca viu Personal Taste, recomendo também.

Divagações sobre 2013

É com muita preguiça que eu venho escrever o primeiro post do ano de 2013. Vim deixá-los a par dos últimos acontecimentos da minha vida. Meu pai comprou um apartamento na beira da praia, que pertence à um parque aquático muito conhecido aqui onde moro. Passamos os últimos dias de 2012 lá. Fomos eu, meu pai, minha madrasta, minhas duas irmãs e uma amiga nossa. O condomínio é a cara da riqueza. Tem tudo que vocês possam imaginar, parece um hotel sem serviço de quarto. Mas tem uma piscina imensa com toboágua e tudo. Tem sala pra assistir filme, tem sauna, tem ofurô, tem lan house, tem salão de jogos, tem parquinho, tem até um mini restaurante. Aproveitei o que deu, peguei insolação, pra variar... Vi uns amigos na praia que estavam lá curtindo o sol. Na virada do ano, fui pra outro condomínio com minha amiga. Dei os sete pulos nas ondas, encontrei muitos amigos que eu não via há séculos, bebi, fiz amizade com um africano, fiz amizade com um menino muito gente fina que queria ficar comigo... Mas não fiquei com ninguém. No entanto, amei, amei! Foi bem calmo, embora eu tenha me perdido uma hora lá.

Consegui viciar minhas duas irmãs e minha amiga em Personal Taste. Eu assisti tudo de novo com elas e daqui a pouco pretendo fazer um post sobre esse dorama, que é um dos meus favoritos. Minha amiga agora está apaixonada pelo Lee Min Ho, mas ele já é meu. 

Conversei com meu pai sobre ir para a Coreia no final desse ano. Ele relutou um pouco, porque ele não entende o que eu vejo na Coreia, mas, no final, ele pareceu se convencer mais. Terei a confirmação de datas e essas coisas, em fevereiro e venho correndo contar pra vocês. Imaginem que sonho, eu lá na Coreia, dando de cara com o Lee Min Ho? Eu pretendo ficar com algum coreano lá, só pra saber como é #risos. 

Minha previsão para esse ano, é que seja muito diferente do ano passado, mas que seja tão bom quanto ou melhor. Eu sei que vou sofrer algumas mudanças, pois alguns amigos irão morar fora, mas ainda assim, espero que consiga ser tão bom, mesmo com os amigos longe. Talvez eu consiga um estágio, finalmente! Minhas notas na faculdade, pretendo que sejam ainda melhores e de quebra, eu iria agradecer muito ao papai do céu, se ele colocasse um homem lindo, atencioso, engraçado, carinhoso e que gostasse de mim do jeito que eu sou e que eu gostasse dele. 

Natal e Ano Novo


Natal batendo à porta, ano novo chegando... 2013 bem ali na esquina. Além de desejar FELIZ NATAL a todos, quero dizer algumas palavrinhas a respeito de 2012. 

Não costumo achar nenhum ano ruim. Todos eu aproveito ao máximo. Com lágrimas ou sem lágrimas, eu valorizo todo sorriso que eu dou e penso em quanto o ano que passou foi bom. No final de dezembro de 2011, aconteceu umas coisas na minha vida amorosa que me deixou devastada. E eu decidi que 2012 eu ia deixar esse amor pra trás e ia ser feliz. Devo dizer que 2012, foi, senão o melhor, um dos melhores anos da minha vida. Eu consegui superar completamente esse amor, eu conheci pessoas incríveis, eu vivi dias perfeitos, eu ri e sorri tantas vezes. Eu chorei também... Mas até as lágrimas foram boas. Eu amadureci, eu chorei porque vivi. Em uma tentativa desesperada de esquecer o cara que eu gostava, eu comecei a ficar sério com um cara que nunca fez meu coração bater mais forte. E é claro que eu me lasquei no final. Mas isso me rendeu amigos que eu pretendo carregar por toda a vida. Isso me rendeu histórias que eu vou contar pros meus filhos e netos. Esse ano, eu viajei muito com os amigos, eu dormi muito fora de casa, eu até magoei duas amigas e me senti a pior pessoa do mundo. Fizemos as pazes e hoje eu vejo que, se a gente não tivesse brigado, se eu não tivesse magoado-as, nossa amizade não teria crescido tanto. É incrível, né? É incrível que uma amizade possa melhorar depois de ter sido danificada. 

Meu antigo amor, o que eu esqueci ao longo de 2012, costumava ser meu melhor amigo. Nós ainda somos muito amigos e talvez, eu ainda seja a melhor amiga dele... Mas eu conheci um cara, que mesmo ele sendo grosso, bruto, retardado, infantil e chato, ele me mostrou, mesmo que sem querer, que amizade de verdade era assim, que nem a nossa. Que meu ex amor, podia gostar muito de mim, mas nunca me ligava pra saber como eu estava, nunca me ligava quando não tinha nada pra fazer, nunca podia sair comigo, fingia pra namorada que eu não existia mais na vida dele... Por isso, eu comecei a tratá-lo da mesma forma. Não vou mais atrás e se chamo pra sair, é apenas por educação. Meu novo melhor amigo, ele liga pro meu celular, pra minha casa, me chama pra sair, insiste que quer minha presença na casa dele, perturba meu juízo até eu ficar com raiva, briga comigo, sente ciúmes, me apresenta para as paqueras dele e ainda diz a elas que eu sou amiga dele e se ele quiser, ele saí só comigo e se elas quiserem achar ruim, que achem ruim. Com um amigo desses do meu lado, não tem como 2012 ter sido ruim, né? 

Mas eu fiz muitos outros amigos e amigas. Pessoas que me forçam a comemorar meu aniversário, mesmo sabendo que eu odeio. Pessoas que se eu disser "eu vou pra lua", eles dizem que vão também, porque são intrometidos. Pessoas com muitas histórias engraçadas pra contar. Cada um, com vidas diferentes da minha, amigos que eu não conheci na escola e não conheci na faculdade. Amigos que eu conheci um belo dia, na casa de um amigo de uma amiga minha. Pessoas totalmente aleatórias, que entraram pra ficar. Amigos que se você ligar a qualquer hora do dia, dizendo que seu namorado te deu um pé na bunda, eles vão correndo te consolar e te fazer dar risada. Amigos que te fazem pagar micos, amigos que te carregam no colo até a cama quando você está bêbada demais pra andar. Amigos que fazem seu café da manhã e levam na cama. Amigos que são como irmãos, que você pensa "devíamos todos morar juntos". Amigos (homens) que assistem crepúsculo de manhã e acordam todas as mulheres da casa com seus comentários confusos. 

Eu espero que 2013 seja ainda melhor, que a nossa amizade/irmandade fortaleça ainda mais. E FELIZ ANO NOVO!